domingo, 14 de fevereiro de 2016

DO ZERO AO BILHÃO


OS SEGREDOS DOS BILIONÁRIOS QUE SAÍRAM DO “NADA”

Um quarto dos bilionários ouvidos na pesquisa foi demitido de grandes empresas no início de suas carreiras  (Foto: Thinkstockphoto)
Empresários que, de origem modesta, construíram prósperos negócios e ficaram milionários – estas histórias, apesar de auspiciosas, não são incomuns. Já o sujeito que, do nada, se tornou bilionário, bem, isso é raro. Um estudo da PricewaterhouseCoopers detectou traços distintivos na mentalidade destes bilionários que “se fizeram na vida” (self-made). Segundo a consultoria, existem hoje 800 multibilionários que se encaixam nesta categoria, cujas fortunas somadas chegam a US$ 5 trilhões (7% do PIB mundial). “São pessoas que não só conseguiram sobreviver a mudanças dramáticas no cenário dos negócios, mas que parecem ter prosperado justamente por causa da turbulência”, diz John Sviokla, diretor de Liderança Global da PwC.
A primeira característica deste grupo, escreveu Sviokla em artigo para a revista S+B, é a de serem empreendedores seriais. Muitos não alcançaram o sucesso até o terceiro ou quarto negócio. Em geral, eles começam a ficar ricos entre 35 e 45 anos. Ao contrário dos milionários, com tendência a construir uma carreira brilhante desde o início, a trajetória dos bilionários é mais pedregosa: 25% deles foram demitidos no começo de carreira. “Nós descobrimos que estes bilionários colocam cinco hábitos mentais em prática para alcançar o sucesso”, diz Sviokla.
1. Empatia com imaginação. Eles sabem se colocar na pele do consumidor médio, têm o pulso do mercado. Enxergam possibilidades de negócios inexploradas ou mal exploradas e não descansam até encontrar uma solução criativa para o problema. É assim que criam produtos inovadores.
2. Urgência paciente. Às vezes, a “ideia de US$ 1 bilhão” leva anos para chegar ao mercado. Os bilionários recenseados pela PwC sabem esperar. Quando chega a hora de colocar a ideia em prática, no entanto, atiram-se com urgência à empreitada. “A AOL foi um sucesso repentino que precisou de dez anos de construção”, diz Steve Case, o bilionário fundador da AOL. O provedor de internet, criado em 1985, decolou somente uma década depois, em 1995. Hoje, a AOL não tem o mesmo brilho – mas o sr. Case mantém intactos os bilhões que fez naquela época.
3. Execução inventiva. Não é só na criação de produtos e serviços que a imaginação dos bilionários trabalha febrilmente. São mestres em encontrar soluções engenhosas durante a fase de execução: ajustes e redesenho do processo industrial, redução de custos de fabricação, questões de precificação etc.
4. Cautela. Estes bilionários, ao contrário do que se imagina, têm aversão ao risco. O crescimento dos negócios é sempre executado de forma orgânica, com muito planejamento.
5. Gosto pela parceria. Mais da metade dos bilionários recenseados começou o negócio com um sócio. A química ideal ocorre entre um criador visionário e um executor com pés no chão. Por exemplo, Steve Jobs (criação) e Steve Wozniak (execução) na Apple. Ou o visionário Bill Bowerman e o executor Phil Knight, na Nike.

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